XII – 2004 (Portugal)
E eis-nos chegados ao “nosso” EURO2004!
Com nova alteração na fórmula de disputa da fase de Qualificação: foram formados 10 grupos de 5 países, apurando-se directamente para a Fase Final apenas o vencedor de cada um dos grupos; os 2º classificados de cada grupo defrontaram-se em playoff, de forma a apurar os 5 restantes finalistas, a “viajar” até Portugal.
Depois do “desastre” no Mundial da Coreia-Japão, a França (Campeã da Europa) regressou à senda das vitórias, fazendo a melhor prova, vencendo todos os (8) jogos da fase de qualificação, num grupo acessível, em que a Eslovénia alcançou com naturalidade o 2º lugar.
No grupo 2, imperou o equilíbrio, com quatro selecções separadas por 2 pontos; vitória da Dinamarca e a Noruega a disputar o playoff; a Roménia foi uma das maiores surpresas (pela negativa) ao ser eliminada, com duas derrotas “caseiras” frente aos dois primeiros do grupo.
A R. Checa voltou a fazer valer a sua força, relegando a Holanda para a disputa dos playoff, num grupo bastante desequilibrado.
Do grupo 4 vem a grande surpresa da fase de qualificação, a Letónia, alcançando o 2º lugar, após vitórias na Suécia (que venceu o grupo) e Polónia, eliminando duas antigas “potências” do futebol europeu (Polónia e Hungria), agora afastadas das suas épocas áureas.
A Alemanha, mesmo sem convencer (cedendo 3 empates), venceria um grupo acessível, em que o 2º lugar foi alcançado pela Escócia.
De forma algo surpreendente, a Grécia impôs-se à Espanha, obrigando-a à disputa do playoff. Os restantes opositores ficaram bastante longe, destacando-se a prova sofrível da Ucrânia.
O grupo 7 foi uma prova “a dois”, com a Inglaterra a impor-se à Turquia, sem que as restantes selecções tivessem capacidade para competir directamente com estas selecções.
Bulgária, Croácia e Bélgica disputaram até ao último dia o apuramento, cabendo “a fava” à Bélgica, novamente a desiludir, depois do afastamento na primeira fase do EURO2000 que organizara em conjunto com a Holanda.
Apesar do “mau arranque”, a Itália conquistaria a vitória no grupo, à frente de um surpreendente P. Gales, afastando a Sérvia e Montenegro (”herdeira” da Jugoslávia) e Finlândia.
Numa luta a três, a Suíça venceria o grupo, à frente da Rússia e da Irlanda, mais uma vez afastada da fase final de uma grande competição.
Finalmente, nos playoff, os mais fortes fizeram impôr a “sua lei”; apesar das dificuldades sentidas na 1ª mão, Holanda, Croácia, Rússia e Espanha venceriam a Escócia, Eslovénia, P. Gales e Noruega. A grande surpresa estava reservada para a “eliminatória” entre a Letónia e a Turquia; depois da vitória caseira por 1-0, os Letões alcançariam um empate na Turquia, afastando da prova o 3º classificado do Campeonato Mundial.
A fechar, as maiores goleadas, desta vez “mais modestas”, com o destaque (negativo) para S. Marino (com 8 derrotas e um score global de 0-30!): Luxemburgo-Roménia, 0-7; S. Marino-Suécia, 0-6; França-Malta, 6-0; Polónia-S. Marino, 5-0; S. Marino-Hungria, 0-5; Suécia-S. Marino, 5-0; Turquia-Liechtenstein, 5-0; R. Checa-Moldávia, 5-0; Áustria-Bielorrussia, 5-0; Holanda-Moldávia, 5-0; França-Eslovénia, 5-0; França-Chipre, 5-0.
Na Fase Final, a maior decepção foi a Alemanha, país com melhor palmarés histórico na competição (com os seus 6 lugares no pódio nas 8 presenças anteriores, já três vezes Campeã da Europa) – apesar da pobre campanha que fez em Portugal, consegue, ainda assim “melhorar um pouco” relativamente ao anterior Europeu (tinha sido 15ª – ou seja, penúltima classificada – em 2000); depois do título de 1996, os vice-Campeões Mundiais completam uma série de 6 jogos (todos os realizados em 2000 e 2004, sem conseguir qualquer vitória!).
Para além da Alemanha, as outras grandes decepções da prova foram a Espanha (”vítima” do empate com a Grécia e da derrota com Portugal) e a Itália (”vítima” dos empates nos jogos com os nórdicos).
A Bulgária, Letónia e Suíça (sem qualquer vitória) denotaram “estar um pouco à margem” da disputa da competição, a alguma “distância competitiva” dos restantes (a Croácia também não ganhou… mas, esteve lá perto, fazendo nomeadamente um bom jogo contra os Campeões da Europa, França).
Pela positiva, destacava-se a prova da R. Checa que, no Grupo “teoricamente” mais difícil, se impôs categoricamente, com 3 vitórias em 3 jogos (o que Portugal, Itália e Holanda haviam também alcançado no EURO 2000, mas que, antes, apenas havia sido conseguido pela França em 1984).
Após o apuramento dos semi-finalistas do EURO 2004 – Portugal, Grécia, Holanda e R. Checa -, com a surpreendente eliminação dos campeões em título (França) pela equipa grega, seria apontado que este se transformara num “EURO dos pequeninos”… numa injusta “minimização” do desempenho daquelas selecções, apenas porque outras (teoricamente mais fortes) haviam sido entretanto eliminadas (Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França). Como foi possível “apelidar de EURO dos pequeninos” uma prova que teve nas 1/2 finais, 2 dos semi-finalistas do Europeu anterior (Portugal e Holanda) e uma equipa com o poderio actual (para não falar já da sua tradição histórica, de Campeão da Europa, vice-Campeão do Mundo e da Europa) da R. Checa?
Nas 1/2 Finais, Portugal prosseguiria a sua saga, eliminando a poderosa selecção da Holanda… enquanto a Grécia fazia mais uma “vítima”, a então considerada favorita equipa da R. Checa.
Até que, na Final, a selecção da Grécia, repetindo frente a Portugal a receita que aplicara à França e à R. Checa, mantendo a inviolabilidade da sua baliza, marcando um golo solitário, conquistava o título de Campeã da Europa!
GRUPO A
Portugal – Grécia – 1-2
Espanha – Rússia – 1-0
Grécia – Espanha – 1-1
Rússia – Portugal – 0-2
Espanha – Portugal – 0-1
Rússia – Grécia – 2-1
1º Portugal (6); 2º Grécia (4); 3º Espanha (4); 4º Rússia (3)
GRUPO B
Suíça – Croácia – 0-0
França – Inglaterra – 2-1
Inglaterra – Suíça – 3-0
Croácia – França – 2-2
Croácia – Inglaterra – 2-4
Suíça – França – 1-3
1º França (7); 2º Inglaterra (6); 3º Croácia (2); 4º Suíça (1)
GRUPO C
Dinamarca – Itália – 0-0
Suécia – Bulgária – 5-0
Bulgária – Dinamarca – 0-2
Itália – Suécia – 1-1
Itália – Bulgária – 2-1
Dinamarca – Suécia – 2-2
1º Suécia (5); 2º Dinamarca (5); 3º Itália (5); 4º Bulgária (0)
GRUPO D
R. Checa – Letónia – 2-1
Alemanha – Holanda – 1-1
Letónia – Alemanha – 0-0
Holanda – R. Checa – 2-3
Holanda – Letónia – 3-0
Alemanha – R. Checa – 1-2
1º R. Checa (9); 2º Holanda (4); 3º Alemanha (2); 4º Letónia (1)
¼ Final
Portugal – Inglaterra – 1-1 / 2-2 a.p. / 6-5 g.p.
França – Grécia – 0-1
Suécia – Holanda – 0-0 / 0-0 a.p. / 4-5 g.p.
R. Checa – Dinamarca – 3-0
½ Finais
Portugal – Holanda – 2-1
Grécia – R. Checa – 0-0 / 1-0 a.p.
Final
Portugal – Grécia – 0-1
Classificação
1º Grécia
2º Portugal
3º Holanda
3º R. Checa
5º França
6º Inglaterra
7º Suécia
8º Dinamarca
9º Itália
10º Espanha
11º Alemanha
12º Croácia
13º Rússia
14º Letónia
15º Suíça
16º Bulgária
Campeões – Antonios Nikopolidis, Konstantinos Chalkias, Ioannis Goumas, Giorgios Seitaridis, Angelos Basinas e Dimitrios Papadopoulos (todos do Panathinaikos), Mihalis Kapsis, Theodoros Zagorakis, Vassilios Lakis, Konstantinos Katsouranis e Vassilios Tsiartas (AEK Atenas), Theo. Katergiannakis, Stylianos Venetidis, Pantelis Kafes e Giorgos Georgiadis (Olympiakos), Panagiotis Fyssas (Benfica), Traianos Dellas (Roma), Nikolaos Dabizas (Leicester), Stylianos Giannakopoulos (Bolton), Giorgos Karagounis (Inter), Themistolakis Nikolaidis (At. Madrid), Angelos Charisteas (Werder Bremen) e Zisis Vryzas (Fiorentina).
Melhores Marcadores – Milan Baros (R. Checa), 5; Van Nistelrooy (Holanda) e Rooney (Inglaterra), 4; Charisteas (Grécia) e Tomasson (Dinamarca), 3